Enquanto o Brasil discute e implementa - mesmo que lentamente - a Tarifa Zero no transporte público coletivo (universal ou pontual), uma nova proposta do setor está ganhando forma como alternativa aos altos custos do programa de gratuidades: o Programa Transporte para Todos. Isso porque, pelos cálculos da Associação Nacional de Empresas de Transportes Urbanos (NTU) , a implantação da Tarifa Zero universal em todo o Brasil custaria R$ 110 bilhões por ano ao País. Este montante, que a entidade nacional define como um imenso obstáculo financeiro, reflete o custo total para operar um sistema que atenda toda a população, todos os dias, em todos os municípios do País. Atualmente, embora o movimento ganhe tração, 143 cidades adotam o modelo em todo o sistema, a maioria de pequeno porte, o que representa uma realidade muito distante da escala nacional necessária para a universalização. Das 143, apenas 14 cidades têm mais de 100 mil habitantes, o que evidencia que a prevalência é de cidades pequenas (60 cidades têm menos de 25 mil habitantes). Para chegar a esse valor de R$ 110 bilhões, a NTU projetou não apenas a substituição da receita arrecadada nas catracas, mas a necessidade de uma expansão massiva da frota (de 20%) e da infraestrutura para suportar o aumento de demanda que a gratuidade total provocaria. A conta seria basicamente a seguinte: R$ 75 bilhões seria o custo da gratuidade em todo o País para os sistemas de transporte público por ônibus; R$ 15 bilhões seria para os sistemas sobre trilhos (metrôs, trens e VLTs), o que totaliza R$ 90 bilhões, acrescido do custo de ampliação da frota para atender ao aumento da demanda, equivalente a 20%. Confira mais detalhes na coluna Mobilidade em JC.COM.BR Foto: Paulo Maciel/CTM *jk *card *colunamobilidade *digital
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