🤝 Imagine uma cena comum em bares e restaurantes, inclusive, na cidade do Recife, por exemplo. O dono do estabelecimento combina com o garçom: "as horas extras eu te pago em dinheiro, toda sexta. Sai melhor para todo mundo". O funcionário aceita. Seguindo o raciocínio, agora, outra situação, igualmente recorrente nas lojas do comércio. O gestor comunica aos vendedores que as comissões serão "por fora" do contracheque. Os vendedores também aceitam. À primeira vista, a empresa acredita ter economizado; o trabalhador acredita ter ganho. Ao contrário do que parece, a meu ver, a resposta, antecipada, é: ninguém ganhou. Os dois lados estão construindo, sem saber, um problema diferente para cada um: a empresa poderá acumular um passivo trabalhista que se materializará anos depois em uma das Varas do Trabalho. O trabalhador, por sua vez, sofre a perda silenciosa de benefícios legais que ficam pelo caminho. A coluna Ponto Trabalhista estreia com um tema que eu chamo de “jeitinho informal” na relação de trabalho. É a tentação de não documentar o que a lei pede que seja registrado, em nome da flexibilidade, da economia, da rapidez ou, simplesmente, para escapar da burocracia. Parece bom para os dois lados, mas, como você verá, é uma armadilha. Para ler a matéria completa acesse a coluna Ponto Trabalhista no Portal #folhape (link na bio).
Anotações humanas
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