O poder da palavra e de suas inflexões vem transformando o espetáculo “O Céu da Língua” em um dos grandes fenômenos de público do teatro dos últimos tempos. Estrelada por Gregório Duvivier e dirigida por Luciana Paes, a peça chega ao Teatro Guararapes, em Olinda, para quatro apresentações, nesta quarta (29) e quinta-feira (30), sempre às 18h e às 20h30. Os últimos ingressos custam a partir de R$ 50, e estão disponíveis no site da Sympla. Mais do que apenas despertar reflexões sobre o estado da humanidade, o projeto vem se expandindo para além do que os próprios realizadores originalmente poderiam prever. Graduado em Letras pela PUC-RJ, Gregório transita com seu monólogo por curiosidades do idioma, com o senso de humor que o tornou famoso em todo o país. Sozinho em cena, ele utiliza expressões populares brasileiras, memórias afetivas que todos na plateia podem identificar de algum lugar e “erros” linguísticos que se misturam na comunicação. Em turnê com o projeto por dez cidades da região entre julho e agosto, ele aproxima ainda mais a ideia central da musicalidade e da diversidade temática nordestina. Em conversa com o Diario, Duvivier revela como o texto encontra absoluta ressonância em terras pernambucanas. “É um lugar que aponta muitas direções de uma criação autoral e descolonizada. A arte, o cinema e a política pernambucanos pensam um Brasil autônomo e soberano. Quando penso em Recife, penso em soberania cultural, porque não é só uma cidade que consome uma cultura muito vasta, mas que a produz de maneira única e independente”, enfatiza o ator. Gregório acrescenta ainda que, muito antes de “O Céu da Língua” falar de poesia popular, os poetas pernambucanos já faziam isso, fortalecendo uma cultura cada vez mais pulsante de texto e musicalidade. “Projetos como ‘Cordel do Fogo Encantado’, que leva multidões às praças para declamar poesia juntas, me encantam profundamente. É um estado em que a poesia sempre uniu pessoas, graças a manifestações espetaculares de arte. É uma terra de vozes autorais interessantíssimas e marcantes”, reforça. Leia mais no link da bio. Foto: Priscila Prade/Divulgação #teatro #recife
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