A maioria dos feminicídios registrados em 2025 foi cometida por companheiros das vítimas. Os crimes ocorreram principalmente dentro de casa e, na maior parte dos casos, com o uso de armas brancas, sobretudo facas. O perfil das vítimas e autores dos casos de feminicídio foi detalhado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026. Oficialmente, 1.571 mulheres foram mortas em razão da condição de gênero no país. Além de representar aumento de 4% em relação a 2024, esse foi o maior número da última década. "O feminicídio - e boa parte dos demais crimes contra mulheres - é, antes de tudo, a expressão extrema das desigualdades de gênero e das formas de controle e dominação historicamente exercidas sobre as mulheres, do machismo e de um padrão de masculinidade que é violento e, portanto, problemático. Essa mistura faz parte de um caldo cultural que ainda é estruturante da sociedade brasileira", avaliou o documento. Em relação ao perfil das vítimas de feminicídio em 2025, o Anuário identificou que 65,1% das mulheres eram negras. Apontou também que quase um terço do total (30,9%) tinha entre 18 e 29 anos de idade. "Um aspecto que chama atenção no feminicídio é o aumento do risco na entrada da vida adulta. A taxa entre as mulheres de 18 a 24 anos é quatro vezes mais alta do que a faixa que cobre a adolescência (dos 12 aos 17 anos). No caso das mulheres de 25 a 29 anos, a taxa, em comparação com a adolescência, é quase sete vezes mais alta. Isso provavelmente reflete a entrada e consolidação das relações afetivas e conjugais", apontou o Anuário. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil *colunaseguranca *carrossel *vv *digital
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