Há exatos 88 anos, na madrugada de 28 de julho de 1938, um dos episódios mais marcantes da história do Nordeste chegava ao fim. Lampião, Maria Bonita e outros nove integrantes do bando foram mortos durante uma emboscada realizada pela polícia na Grota do Angico, em Sergipe. A operação, comandada pelo então tenente João Bezerra, encerrou uma trajetória de mais de duas décadas de atuação do cangaço, movimento que marcou a história do sertão brasileiro. Após o confronto, as cabeças dos cangaceiros foram expostas publicamente, prática comum na época e que permanece como um dos capítulos mais controversos da história do país. Até hoje, a figura de Lampião desperta opiniões divididas. Para alguns historiadores e estudiosos, ele simboliza a resistência diante das desigualdades e da ausência do Estado no sertão. Para outros, foi responsável por crimes como assassinatos, saques, extorsões e violência contra diversas populações nordestinas. O episódio segue sendo tema de pesquisas, livros, filmes e debates, consolidando Lampião e Maria Bonita como personagens centrais da história e da cultura popular do Nordeste.
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