Debates sobre misoginia e cuidado na política
8 posts · 8 sub-temas nos comentários · atualizado em 26/07/2026, 06:40:31
Sentimento da audiência por candidato
Barras divergentes a partir de todos os comentários classificados nos posts deste tópico.
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Janja da Silva não sabe o que é misoginia. Essa me parece a constatação mais óbvia e mais incômoda depois da sua entrevista ao Uol/Folha. No momento em que o país debate a criação de uma lei e que exige precisão cirúrgica sobre o que constitui o ódio patológico contra as mulheres, a primeira-dama presta um desserviço à causa. — Por Mariliz Pereira Jorge/Folha de S.Paulo Ao classificar as cobranças públicas sobre seus atos e seus gastos de viagem como “misoginia pura”, ela fornece a munição perfeita para os detratores do projeto de lei. Se nem a principal vitrine feminina do governo consegue distinguir escrutínio público de opressão de gênero, a própria tipificação do crime corre o risco de cair no vazio da subjetividade. Cobrar transparência de uma figura pública não é machismo, é democracia. O erro de Janja é confundir a fiscalização de seu papel com um ataque à sua biologia. Ao se blindar sob o manto da misoginia para evitar responder pelo uso do dinheiro público, a primeira-dama enfraquece a luta real de milhares de mulheres que sofrem a violência de gênero concreta no cotidiano. Isso não quer dizer que ela não possa reclamar da hostilidade e da perseguição alimentadas pelo ódio ideológico, mas isso não está reservado só a elas. Essa incompreensão sobre o seu papel se estende à relação com a mídia. Ao reclamar que a “imprensa nacional gosta de fofoca”, enquanto a internacional a solicita, Janja demonstra um deslumbramento ingênuo (ou conveniente) sobre o fazer jornalístico. É esperado que correspondentes estrangeiros, distantes do orçamento diário do contribuinte brasileiro, façam coberturas mais protocolares. Quem tem o dever de auditar o poder local são os veículos de casa. O que aborrece Janja é o incômodo clássico que a livre imprensa causa a qualquer governante. MATÉRIA COMPLETA NO BLOG: https://www.blogtvwebsertao.com.br/2026/07/janja-nao-sabe-o-que-e-misoginia.html
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou, nesta terça-feira (14), o projeto de lei que trata da criminalização da misoginia e afirmou que trabalha para impedir a votação da proposta na Câmara dos Deputados. Durante discurso no plenário, o parlamentar também direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja. Ao comentar o projeto, Nikolas ironizou o que classificou como uma tentativa de restringir críticas a figuras públicas. "Você não pode criticar os gastos absurdos da Janja, porque senão é misoginia. Você não pode criticar um homem biológico que é presidente da Comissão da Mulher, porque senão é misoginia. Você não pode criticar o projeto de misoginia, senão é misoginia. A gente deve estar sem preocupação mesmo no Brasil hoje, né?", declarou. O deputado também questionou os gastos públicos com viagens da primeira-dama e afirmou que Janja "passou mais tempo fora do Brasil do que o próprio presidente da República". Além disso, criticou a falta de transparência sobre deslocamentos oficiais. Em outro trecho do discurso, Nikolas direcionou ataques ao governo Lula ao citar o aumento dos preços dos alimentos, dos combustíveis e das passagens. Segundo ele, o Congresso deveria priorizar temas ligados à segurança pública em vez de discutir a criminalização da misoginia. O parlamentar também mencionou o ex-ministro dos Direitos Humanos Silvio Almeida ao afirmar que a esquerda teria permanecido em silêncio diante das acusações de assédio envolvendo o ex-integrante do governo. Ao defender o endurecimento das políticas de segurança, Nikolas afirmou que projetos como o da misoginia não seriam suficientes para proteger as mulheres. O projeto citado pelo deputado busca ampliar mecanismos de combate à misoginia e à violência política de gênero, e ainda aguarda análise na Câmara dos Deputados. Vídeo: Youtube/Câmara dos Deputados *politica *brasil *lv *digital
Lula (negativo)A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, afirmou nesta 2ª feira (13.jul.2026) que o apelido de “gastadeira”, usado contra ela nas redes sociais, é um “é exemplo da misoginia pura”. Durante entrevista a Daniela Lima e Fernando Canzian, em parceria entre o portal UOL e o jornal Folha de S.Paulo, ela disse viajar de classe executiva por questões de segurança, e não por escolha pessoal. — Lara Brito / Poder360 Janja disse seguir regras próprias de deslocamento definidas para sua proteção. Segundo ela, a Polícia Federal é responsável por sua segurança e seria responsabilizada em caso de incidentes. “Não viajo na econômica porque tem alguns regramentos que eu tenho que seguir”, disse. A primeira-dama também afirmou procurar se hospedar em embaixadas brasileiras durante viagens internacionais, por motivos de segurança e logística. Janja também disse que a sociedade brasileira “nunca teve uma primeira-dama que trabalhasse efetivamente”. Segundo ela, exerce atividades diárias no Palácio do Planalto, participa de reuniões, faz viagens oficiais e mantém agenda pública. Afirmou que a atuação da primeira-dama ainda causa estranhamento porque esse modelo não era comum em governos anteriores. Ao falar sobre misoginia, Janja também cobrou a aprovação do projeto de lei que tipifica o crime. Disse que o texto está parado na Câmara dos Deputados e afirmou esperar que a proposta seja votada nesta 3ª feira (15.jul.2025). “Vamos ver realmente quem defende a vida das mulheres nesse país”, declarou. MATÉRIA COMPLETA NO BLOG: https://www.blogtvwebsertao.com.br/2026/07/janja-diz-que-apelido-de-gastadeira-e.html
Janja: críticas por gastos são ‘misoginia’ e sou única primeira-dama que trabalha
A delegada Ione, que se identifica como “delegada de mulheres”, publicou um vídeo nas redes sociais em que critica a presença de pessoas trans em presídios femininos. Na gravação, ela afirma que a autodeclaração de gênero teria permitido o ingresso de “homens biológicos” no sistema prisional feminino e cita relatos de medo, constrangimento, denúncias e “até gravidez”. No vídeo, Ione também questiona a ocupação de espaços destinados a mulheres e afirma que há parlamentares que apoiam essas medidas. Ao final, ela pede que seguidores apoiem um abaixo-assinado contrário ao que classifica como “retirada dos espaços das mulheres”. Bacci Notícias.
Duas mulheres de histórias completamente diferentes foram igualmente xingadas no Maracanã. Dilma Rousseff é economista, foi ministra do presidente Lula, eleita duas vezes presidente da República. Jovem, foi torturada barbaramente à época da ditadura militar. Virgínia Fonseca é celebridade, influenciadora. Utiliza a fama para vender, desde cosméticos a jogos de azar virtuais. Foi convocada pelo Luciano Huck para apresentar, no programa dominical da Globo, reportagens sobre a Copa do Mundo Mundo. As vaias a Dilma tiveram forte componente político. As vaias a Virgínia misturaram machismo, preconceito e, porque não dizer, inveja da grana que ela acumulou nos últimos anos. #mulheres #dilma #virgínia #blogrobertoalmeida
Lula (neutro)Depois de toda a repercussão dos projetos de lei que proíbem mulheres trans de usarem o banheiro feminino em locais públicos, quatro mulheres resolveram então, de forma afrontosa, atender o pedido e entraram sim num banheiro masculino num shopping, causando constrangimento e desconforto aos homens que estavam lá presentes. Afrontosas e irônicas saíram rebolando e dando tchauzinho para eles. O que acharam?
Quem cuida de você, a política cuida? 🧠🫂 No próximo FALA LIVRE, vamos bater um papo essencial sobre o cuidado como pauta invisível na política — e por que quem exerce o cuidado cotidiano ainda não é visto por quem faz as leis. Pra falar sobre isso, recebemos Juliana Coelho – psicóloga, doula, consultora em amamentação, mestre em Saúde Mental, especialista em Psicologia Clínica Hospitalar e pós-graduanda em Aleitamento Materno e Banco de Leite. Juliana também é militante pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, coordenadora do Ishtar Garanhuns e do Instituto Transforma a Dor. 📍 Quando: Quarta-feira, 22 de abril de 2026, às 19h30 📍 Onde: YouTube do Portal Fala News 🎙️ Entrevista por: Millena Reis Ative o lembrete e vem com a gente pra esse debate que é sobre você, sobre quem você cuida – e sobre quem deveria cuidar disso tudo. 🔁 Marque alguém que precisa ver esse papo. #CuidadoQueMove #PolíticaDoCuidado #SaúdeMentalMaterna #FalaLivre
Sub-temas nos comentários (8)
O que a audiência está dizendo dentro deste tópico.
- defesa da posição de Nikolas Ferreira26 comentários
"Crítica irônica ao ato de Nikolas Ferreira ao criticar misoginia e votar contra a lei, sugerindo que o comentário vê o apoio a Lula como inevitável e propõe foco em segurança em vez de ações sobre misoginia."
- endosso irônico à transgressão de normas40 comentários
Sem candidatos identificados nos comentários deste sub-tema.
"Crítica ironicamente transfóbica aos “quatro mulheres” que entraram no banheiro masculino, defendendo retrocesso nos direitos das pessoas trans."
- deboche de narrativas de ódio e deslegitimação22 comentários
"Crítica irônica aos eleitores de esquerda que defendem a “janja” e acusam a falsa liderança de Esquerda, enquanto o comentário aponta sarcasmo sobre a participação de Esquerda na defesa de Janja."
- deboche de misoginia e política38 comentários
"Crítica irônica à adesão de apoiadores a Janja e à ideia de que só os filhos de Lula gostam dela, sugerindo que o comentário menospreza a mobilização de seu público."
- apoio irônico à Janja com crítica misógina12 comentários
"Apoio triunfal de Lula à reeleição, criticando a gestão econômica e defendendo a continuidade das políticas da esquerda."
- deboche de gestos e tom de corrido12 comentários
"Crítica irônica à esquerda, sugerindo que o comentarista é da esquerda e repete o alinhamento político, sem endosso direto ao Coronel Meira."
- endosso a Coronel Meira conservador9 comentários
"Apoio entusiasmado ao Coronel Meira como parlamentar conservador que se posiciona com firmeza na Câmara."
- deboche com misoginia na política10 comentários
"Crítica irônica a Lula como alvo de ataques de um comentário que diminui o valor do voto de Lula e associa o tom dessensibilizado a criminalização de misoginia, criticando a retórica agressiva do debate político."